Novamente ver-te e ouvir-te relembrou-me percepção do quanto as tuas letras me tem acompanhado ao longo dos últimos anos, o quanto as melodias que a tua mente cria me suportam nos vários momentos, bons e maus que se atravessam no meu caminho e da paz e calma de espírito que consigo ao ouvir as tuas melodias!
Não posso deixar de me juntar ao movimento de nuestros hermanos contra a sua equivalente à nossa PL118, que neste caso já se encontra em vigor, a Lei Sinde-Wert.
Como forma de apoio, disponibilizo um link de download de uma música que faz parte de um movimento de desobediência civil como protesto.
Se às uns tempos este vídeo navegasse pelos meus ouvidos, estaria em modo introspeto, mergulhado na minha mágoa e na minha dor.
Dores de ignorância, concluo agora! Estupidez, exclamei nesse momento.
Ao contrário desses tempos, hoje ao (re)ouvir esta música, senti o oposto. O momento também se proporcionava assim, onde a exigência se estava a tornar exponencialmente elevada e me restavam dos últimos minutos que tinha até à hora certa para estar com toda a atenção!
O caminho desde o 'passado' foi efectuado de forma diferente, onde o mais suplanta em tudo o 'talvez' e o 'não sei' do momento. Mas acima de tudo, as 'dores' de crescimento abriram olhos e mentes para o que estava errado e o que precisava de mudar. Acima de tudo, mudei o que tinha que mudar, mesmo com toda a dificuldade demonstrada em parte deste caminho.
Um hiato de tempo nunca é um desaparecimento ou adeus definitivo. Foi um momento em que a dedicação foi dada a outros assuntos, a outros momentos, a outras prioridades mais prioritárias e que me envolveram directamente. E dessas prioridades eu tinha que abdicar.
O tempo passou, os pensamentos vão e vêm, mas o conceito, as dores e as alegrias estão cá dentro. E existem sempre pessoas e momentos que ultrapassam todas as coisas más que aparecem no meu caminho. E eu vou guardando as pedras para construir o meu castelo.
Mas a minha fundação, aquela onde me refugio e me protejo daquilo que (ainda) não controlo, é a base do meu castelo.
O tempo passa, mas esta música está tatuada na minha mente. Como recordação de um tempo menos bom, como (re)inspiração em tempos bons. Quem disse que o tempo e a experiência não permite ver as coisas de outra forma e que os maus exemplos não são bons exemplos?
I will light the match this mornin', so I won't be alone
Watch as she lies silent, for soon light will be gone
Oh, I will stand arms outstretched, pretend I'm free to roam
Oh, I will make my way, through, one more day in Hell...
How much difference does it make
How much difference does it make, yeah...
I will hold the candle till it burns up my arm
Oh, I'll keep takin' punches until their will grows tired
Oh, I will stare the sun down until my eyes go blind
Hey, I won't change direction, and I won't change my mind
How much difference does it make
Mmm, how much difference does it make...how much difference...
I'll swallow poison, until I grow immune
I will scream my lungs out till it fills this room
How much difference (2x)
How much difference does it make (2x)
Grande parte das vezes existem situações que não são uma inteira surpresa. O comportamento humano, após uma situação emocionalmente forte, faz com que a consciencia siga o seu rumo, sarando as feridas do passado, rompendo com o que magua e mantendo um rumo concreto no sentido da estabilidade e da recuperação de nós próprios.
Puro engano... Nem sempre assim acontece!
E porquê? Porque existem pessoas que ainda julgam que, mantendo a 'raiva' que, num dado momento ou acumulando ao longo do tempo, os levou a tomarem as atitudes ingénuas e infantil que não são nem dignas nem referencia do que se conheceria dessa pessoa e que, na oportunidade de algo melhor, maior, no início do caminho da felicidade (limitado ou não pelo tempo), preferem mostrar o rancor do ferido orgulho próprio, por causas próprias e não consequências de assuntos passados, de uma forma onde essa, e consequentemente quem a acompanha, sairá prejudicada.
Sei que isto não chegará ao destino final, mas o resultado é, unicamente, a ideia concreta da idiotice do comportamento e não a tentativa falhada de imaginar uma réstea de esperança na mágoa alheia num mero olhar num comportamento infantil.
Um olhar vale tudo... A única coisa que resta são estas palavras e o obrigado por provares que eu estava certo e que o fim justificou os meios.
Para um, olhar e questão. Para outro, indiferença.
Para sempre, paixão!
Há momentos, instantâneos, oportunidades que se ganham e que se perdem em momentos únicos, novas oportunidades que nascem, outras que se desvanecem. Depois há momentos, que sem passado definição ou história futura, se perpetuam na memória e nos registros possíveis. Por momentos, acredita-se que tudo é possível, não voltar atrás, mas apenas tentar perpetuar uma oportunidade.
O acaso... a única variável que pode criar ou destruir o momento.
Ao olharmos para tudo o que não possuímos, costumamos pensar: 'Como seria se fosse minha?', e dessa maneira tornamo-nos conscientes da privação. Em vez disso, diante do que possuímos, deveríamos pensar frequentemente: 'Como seria se eu a perdesse?'